quinta-feira, julho 16, 2009

Não me deixem ir tão só, tão só. Eu quero um renque de vozes por toda a margem do rio, pede Mario Quintana na outra canção.


Outra canção


Não me deixem ir tão só,
Tão só, transido de frio...
Eu quero um renque de vozes
Por toda a margem do rio!
Como alguém que adormecendo
E umas vozes escutando,
Nem soubesse que as ouvia,
Nem soubesse que as ouvia
Ou se as estava sonhando,
Eu quero um renque de vozes
Por toda a margem do rio:
Vozes de amigo calor
Na lenta e escura descida
Como lanternas de cor
E aonde mais longe eu me for
(Quanto mais longe da vida!)
A borboleta perdida
Da tua voz, pobre amor...

Mario Quintana
(1906-1994)

Mais sobre Mario Quintana em
http://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%A1rio_Quintana

Um comentário:

Mateus Marcelini disse...

é muito bom ter essa dose diária de poesia sempre diversa, surpreendente e de qualidade.

Parabéns pelo grandioso trabalho e obrigado por oferecer estes momentos de lirismo que fazem tanta diferença na vida das pessoas.